Detalhes da Oficina Roda Contracolonial
Estão abertas as inscrições para a oficina de percussão “Roda Contracolonial”, uma iniciativa cultural gratuita que propõe uma experiência enriquecedora por meio da integração de dança, música, corpo e ancestralidade. As atividades estão programadas para ocorrer no Quilombo Urbano Xambá, em Olinda, e no Quilombo Castainho, em Garanhuns, convidando pessoas de diversas gerações a refletirem sobre identidade e pertencimento. Essa proposta é fundamentada nos princípios do contracolonialismo, desenvolvidos pelo pensador quilombola Nego Bispo, e ao todo, são oferecidas 25 vagas para cada quilombo, sem a necessidade de experiência prévia.
A oficina tem como foco a valorização dos saberes locais e das culturas presentes nas comunidades participantes. Parte do projeto inclui um diálogo entre expressões culturais como coco, ciranda e maracatu, com atividades de criação coletiva, rodas de conversa e experiências corporais que visam fortalecer os conhecimentos ancestrais e promover a troca horizontal entre educadores e participantes.
Datas e Locais das Atividades
As atividades da oficina de percussão “Roda Contracolonial” em Olinda ocorrerão entre os dias 29 de outubro e 1º de novembro, no Centro de Arte e Cultura Grupo Bongar – Guitinho da Xambá e no Terreiro de Santa Bárbara Nação Xambá – Ilê Oyá Meguê. Já em Garanhuns, a oficina será realizada entre 12 e 15 de novembro na Associação Quilombola do Castainho e no Espaço Cultural Zeza do Coco. Cada uma dessas edições culminará em uma Festa da Confluência, onde os participantes poderão celebrar e compartilhar as experiências vividas durante a formação.

A iniciativa conta com a coordenação de Thúlio Xambá e Breno Liberato, onde Thúlio irá liderar as atividades relacionadas à percussão e aos ritmos tradicionais, enquanto Breno conduzirá os trabalhos corporais e reflexões sobre contracolonialidade, estimulando os participantes a reconhecerem suas próprias histórias culturais e formas de expressão.
Inclusão e Acesso nas Vivências
O projeto se compromete com a inclusão e acessibilidade, oferecendo 70% das vagas prioritariamente para os moradores das comunidades que receberão as oficinas. Além disso, as culminâncias contarão com intérprete de Libras e recepção acessível, para garantir que todos possam usufruir das experiências artísticas oferecidas. Com idades entre 12 e 85 anos, todos os participantes estão convidados a se inscrever gratuitamente, e a formação assegura a emissão de certificado ao final das atividades.
A construção pedagógica da oficina foi idealizada em colaboração com Joana Maria, filha de Nego Bispo, que trará uma longa experiência de vivência e aprendizado. O objetivo é criar um espaço de formação que valorize a cultura e a memória coletiva dos quilombos, proporcionando um ambiente propício para a troca de saberes e o fortalecimento da identidade cultural dos participantes.

