Nordeste soma 6,7 mi de suínos: CE lidera e PE perde 23% do rebanho reprodutivo

Crescimento do rebanho suíno no Nordeste

O Nordeste encerrou o ano de 2025 com um rebanho de 6,7 milhões de suínos, apresentando um crescimento de 0,9% em relação ao ano anterior. Esse total representa aproximadamente 15,2% do rebanho nacional, que soma 44 milhões de suínos, conforme dados do IBGE. Embora o crescimento do rebanho seja um sinal positivo para a região, o efetivo de matrizes (suínos reprodutores) teve uma leve retração, caindo 0,5%, de 1,13 milhão para 1,12 milhão.

Pernambuco enfrenta queda no rebanho e matrizes

Pernambuco registrou uma queda significativa em seus números. O Estado viu seu rebanho total diminuir 6,8%, passando de 928 mil para 865 mil suínos. O número de matrizes caiu ainda mais drasticamente, com a perda de 37,2 mil unidades, uma redução de 23,1%, o que representa a maior retração reprodutiva da região tanto em termos absolutos quanto percentuais.

Os dados demonstram que a queda reprodutiva não foi monopolizada em apenas uma área do estado. Municípios como Sanharó, Ibirajuba e Lajedo experimentaram perdas acentuadas, enquanto alguns locais, como Ipubi, registraram crescimento, trazendo um contraste positivo em meio a esse cenário negativo.



rebanho suíno no Nordeste

Ceará lidera com aumento significativo

O Ceará se destacou como o estado com o maior rebanho suíno no Nordeste, somando 1,41 milhão de suínos, o que representa um crescimento de 5,8% em relação ao ano anterior. Além disso, o Estado também lidera em matrizes, com um total de 239,7 mil, refletindo uma expansão de 5,5%.

Maranhão e sua redução no efetivo suíno

O Maranhão, por outro lado, também registrou uma queda em seu rebanho, que passou de 962 mil para 898 mil suínos, resultando em uma redução de 6,6%. O plantel de matrizes nesse estado também sofreu uma diminuição proporcional, declinando de 167,9 mil para 156,8 mil.

Alagoas e Sergipe se destacam nas altas

Os estados de Alagoas e Sergipe mostraram um desempenho superior em comparação a muitos de seus vizinhos, evidenciando crescimento no rebanho. Alagoas apresentou um notável aumento de 22%, alcançando 202,9 mil suínos, enquanto Sergipe cresceu 8,9%, atingindo 186,7 mil suínos. Alagoas se destacou também em relação ao aumento das matrizes, que subiram 44,9%, refletindo robustez na produção suína da região.



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