O aniversário de Lula reuniu eleitores idosos e pessoas de outras faixas etárias em frente ao Palácio da Alvorada, em Brasília. O presidente, que completou 81 anos, recebeu homenagens e se emocionou durante o encontro.
A comemoração ocorreu em 27 de outubro de 2026, dois dias após a eleição em que Lula foi reeleito. No evento, ele agradeceu aos idosos que foram votar e mencionou pessoas levadas até as urnas por familiares.
Entre os participantes estavam Cícera Brasil, de 90 anos, e Rivanda Pereira da Silva, de 71, moradoras de Brasília e eleitoras de Lula desde 1989. Elas compareceram à celebração no Palácio da Alvorada para cantar parabéns ao presidente.
Relatos de participantes relacionaram a trajetória política de Lula a mudanças na vida de suas famílias, especialmente no acesso à educação. A celebração também reuniu histórias de eleitores de diferentes gerações e manifestações sobre o resultado eleitoral e o novo mandato.
A comemoração no Alvorada e a emoção de Lula
Durante a celebração, Lula disse que as imagens de idosos indo votar foram a lembrança mais forte e humana que viu em uma eleição. O presidente mencionou pessoas levadas até as urnas no colo ou nos braços de filhos e netos, além de eleitores transportados em cadeiras e macas.
Ao agradecer aos participantes, Lula repetiu a palavra gratidão e se emocionou ao falar do esforço de quem compareceu às urnas. O aniversário de Lula também foi marcado por cantos de parabéns de eleitores de diferentes idades diante do Palácio da Alvorada.
Em sua fala, o presidente recordou a mãe, Eurídice Ferreira, conhecida como Dona Lindú, que morreu aos 64 anos de câncer uterino. Ele também citou mulheres que defenderam políticas públicas e jovens que foram às ruas sem depender de organizações partidárias, e afirmou que as políticas sociais precisam ser aprimoradas.
Histórias de eleitores idosos e a importância da educação
Cícera Brasil contou que se mudou de Caicó, no Rio Grande do Norte, para Brasília em 1969, com o marido marceneiro e três crianças. Ela relacionou a trajetória da família às políticas públicas implementadas por Lula nos anos 2000 e disse que filhos e netos puderam estudar.
A filha Renilda e a neta Ludmila, de 30 anos, acompanharam Cícera na homenagem. A aposentada afirmou que o presidente inspirou a família a acreditar na possibilidade de uma vida digna, associando essa expectativa às oportunidades de educação.
Moradora de Samambaia, Rivanda Pereira da Silva relatou que se mudou de Teresina para Brasília com a família em 1962. Filha de um pedreiro, ela adiou os estudos para trabalhar e disse que, a partir de 2003, passou a compreender melhor a importância da escola; hoje, defende a educação como prioridade para seus dois filhos, cinco netos e um bisneto.
O pedreiro Henrique Pereira de Oliveira, de 73 anos, levou uma mochila com livros que escreveu sobre Lula. Nascido em União, no Piauí, ele disse que a trajetória do presidente o inspirou a escrever, apesar de não ter concluído o ensino primário; sua obra mais recente, O indomável Lula, foi publicada no mês anterior à celebração, e ele afirmou ter produzido sete livros com recursos obtidos em seu trabalho como pedreiro.
Voto, legado político e expectativa para o novo mandato
Na eleição de 25 de outubro de 2026, Lula recebeu mais de 64 milhões de votos, segundo o resultado mencionado na cobertura. A advogada Lígia Câmara, de 48 anos, nascida em Garanhuns, em Pernambuco, disse que votou com esperança de preservar a soberania do país e evitar um projeto de governo que, em sua avaliação, excluísse minorias.
A oftalmologista baiana Barbra Bita afirmou que acompanhou Lula desde as primeiras disputas até sua consolidação na Presidência. Para ela, os três mandatos anteriores representaram a esperança de construir um país mais justo, solidário e humano.
Já a auxiliar administrativa Kemilly Pereira de Souza, de 26 anos, contou que se emocionou ao votar no Varjão, no Distrito Federal, ao pensar no possível encerramento de uma era política. Ela e o pai foram beneficiários do Programa Universidade para Todos (Prouni): o pai cursou o ensino superior em uma faculdade particular já adulto, enquanto criava os quatro filhos, e Kemilly disse que o programa tornou possível uma graduação que a família não conseguiria custear sozinha.


