A Carreta da Saúde Bucal começou a atender pacientes da rede pública em Maringá, primeira cidade do país a receber a estrutura, segundo o Ministério da Saúde. Os atendimentos tiveram início em 16 de outubro de 2026.
A unidade faz parte de um projeto-piloto do Ministério da Saúde, que também será testado em Montes Claros (MG) e Garanhuns (PE). A abertura oficial ocorreu em 21 de outubro de 2026.
O serviço atende pacientes encaminhados pelas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) que aguardam procedimentos especializados. A carreta está instalada em frente ao Terminal Urbano, na Zona 7.

O secretário-executivo do Ministério da Saúde, Adriano Massuda, afirmou que Maringá foi escolhida por contar com uma rede pública de saúde estruturada. A experiência será usada para avaliar o funcionamento do serviço e a possibilidade de expansão para outras regiões.
Atendimento especializado e estrutura da carreta
A Carreta da Saúde Bucal reúne três consultórios odontológicos, uma sala de espera e um espaço de acolhimento. A estrutura foi montada para atender pacientes que necessitam de procedimentos especializados, como tratamento de canal e biópsias.
Entre os recursos disponíveis estão o escaneamento intraoral e o planejamento digital de próteses dentárias e bucomaxilofaciais. Essas etapas integram os serviços oferecidos na unidade, segundo as informações do Ministério da Saúde.
Os consultórios também contam com sensores digitais que permitem visualizar radiografias imediatamente. Com isso, as imagens podem ser consultadas durante o atendimento, sem a necessidade de aguardar a revelação de exames convencionais.
A carreta tem ainda uma impressora 3D para produzir próteses personalizadas conforme as necessidades de cada paciente. O equipamento complementa o planejamento digital feito na própria unidade.
Projeto-piloto do Ministério da Saúde e escolha de Maringá
Na abertura oficial, o secretário-executivo do Ministério da Saúde, Adriano Massuda, afirmou que a unidade oferece atendimento especializado pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O serviço é destinado a pacientes que aguardam procedimentos odontológicos especializados na rede pública.
Massuda também comparou os custos dos atendimentos com os valores da rede particular. Segundo o secretário, consultas, exames e tratamentos oferecidos pela carreta poderiam custar entre R$ 2 mil e R$ 2,5 mil para quem pagasse por eles.
A iniciativa integra as ações do governo federal para ampliar o acesso à atenção especializada pelo SUS. Conforme a proposta descrita pelo Ministério da Saúde, o serviço busca aproximar esses atendimentos da população e reduzir o tempo de espera por tratamentos odontológicos na rede pública.


