Estudantes de Medicina da Afya Garanhuns têm atividades em diferentes ambientes de atendimento, com experiências supervisionadas que relacionam o conteúdo acadêmico aos desafios da profissão. A formação ocorre em Garanhuns, no Agreste de Pernambuco.
Segundo a instituição, o percurso reúne atividades na faculdade, na Clínica Acadêmica — ambulatório escola — e em serviços de saúde do município e da região. A proposta inclui contato com pacientes e aprendizado sobre comunicação, trabalho em equipe e funcionamento da assistência.
Em conteúdo divulgado em 20 de outubro de 2026, a Afya Garanhuns informou o início da primeira turma de internato do curso, composta por 117 estudantes. A etapa prevê vivências em diferentes áreas e serviços da região.

O material aborda a combinação entre simulação, atendimento ambulatorial e inserção na rede de saúde como parte da formação médica. Também apresenta a relação entre as experiências dos estudantes e as necessidades da população do interior de Pernambuco.
Experiências práticas em unidades de saúde e hospitais
Nas Unidades Básicas de Saúde, os estudantes acompanham aspectos da Atenção Primária, como prevenção e continuidade do cuidado. A vivência também permite observar como as condições de vida da população se relacionam com a saúde.
Em hospitais e serviços de urgência, os alunos têm contato supervisionado com outras rotinas de atendimento. Conforme a etapa da graduação, observam situações que envolvem raciocínio clínico e o trabalho das equipes de saúde.
Os atendimentos podem reunir fatores clínicos, sociais e familiares, em vez de apresentar um caso organizado como nos livros. Para Almir Penaforte Júnior, coordenador do curso de Medicina da Afya Garanhuns, a formação prática em Medicina ajuda o estudante a relacionar o conhecimento técnico às realidades dos pacientes e ao funcionamento dos serviços.
Simulação e ambulatório integram o aprendizado
A estrutura da Afya Garanhuns inclui laboratórios e um Centro de Simulação Realística e Habilidades. Nesses espaços, os estudantes desenvolvem competências e discutem situações clínicas em ambiente controlado.
Outro local de aprendizagem é o Ambulatório Escola, que conta com 39 consultórios médicos. O espaço conecta a formação acadêmica à assistência por meio de experiências clínicas realizadas de maneira progressiva e com supervisão.
As atividades nesses ambientes não se limitam à execução de procedimentos. O percurso inclui observação, estudo, discussão de casos e orientação de professores, etapas que compõem o desenvolvimento de competências para a atuação médica.
Internato aproxima estudantes da rede regional de saúde
No internato, os estudantes passam por áreas como Atenção Primária, Ginecologia e Obstetrícia, Pediatria e Clínica Médica. A formação também abrange Cirurgia Geral, Urgência e Emergência e Psiquiatria.
As atividades são realizadas em serviços públicos, filantrópicos e privados da região. Entre os locais citados pela instituição estão Unidades Básicas de Saúde, CAPS, SAMU, UPA Garanhuns e hospitais locais.
A etapa ocorre integralmente na região, aproximando os estudantes das características e das demandas da população do interior. Ao passar por diferentes serviços, eles conhecem a estrutura da assistência e os contextos em que o cuidado é oferecido.
Almir Penaforte Júnior afirma que a rede de saúde também funciona como espaço de aprendizagem e permite compreender como os serviços se relacionam. Segundo o coordenador, a experiência complementa o conhecimento técnico com a observação dos contextos de vida dos pacientes.


